Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Voos low cost e carros colocam TGV francês no vermelho

Mäyjo, 16.10.14

 

Embora seja emocionante viajar através da paisagem rural a grandes velocidades, a situação económica de França leva a que menos pessoas estejam dispostas a pagar grandes quantias para viajar na rede do Train à Grande Vitesse (TGV).

 

De acordo com o Quartz, a SNCF, a companhia pública que gere a rede ferroviária francesa, entrou no vermelho em 2013, ao registar prejuízos líquidos de €180 milhões, o que compara com o lucro registado em 2012, cerca €376 milhões. Os resultados negativos do ano transacto devem-se principalmente a uma desvalorização acentuada de €1,4 mil milhões no valor da rede ferroviária de alta velocidade.

 

“O TGV não é suficientemente rentável para cobrir os custos de manutenção e renovação da sua frota”, admitiu a SNCF. Outros factores que contribuem para a fraca adesão e prejuízos do TGV são os voos low cost e os carros, que actualmente se constituem como alternativas mais económicas ao TGV.

 

Para este ano, a SNCF espera uma “ligeira melhoria”, mas o volume de passageiros do TGV deverá continuar a cair. Para impulsionar as receitas, as divisões de infra-estruturas e serviços estão a planear projectos fora de França.

 

Foto:  8Uhr / Creative Commons

 

Investigadores britânicos criam máquina de lavar roupa que poupa até 90% de água

Mäyjo, 15.10.14

Investigadores britânicos criam máquina de lavar roupa que poupa até 90% de água

Um grupo de investigadores da Universidade de Leeds, em Inglaterra, criou uma máquina de lavar roupa económica. Esta máquina de lavar utiliza polímeros, que são capazes de remover sujidades, manchas e nódoas e odores, o que permite a esta máquina economizar cerca de 90% de água e 50% de energia, quando comparada com os modelos tradicionais.

Conhecida como Xeros, esta tecnologia já está presente em alguns hotéis e outros serviços de hotelaria britânicos, refere o Planeta Sustentável. Mais tarde, a equipa de investigadores pediu um estudo a uma consultora, que concluiu que se todas as máquinas do Reino Unido fossem substituídas pela Xeros, poderiam ser poupadas sete milhões de toneladas de água por semana e cerca de 4,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixariam de ser emitidos por ano – o que equivale à emissão total de cerca de 1,4 milhões de carros.

Desta forma, esta máquina permite não só economizar água, o que preserva o meio ambiente, assim como é mais eficiente e rápida a lavar roupa. Também a utilização de polímeros se torna uma alternativa ambiental interessante já que este material pode ser reutilizado até 100 vezes e já existe tecnologia para reciclar polímeros. Além disso, os polímeros conferem uma camada protectora à roupa que impede que esta se manche. Apesar de esta máquina já ser comercializada a nível industrial ainda não previsão para quando possa ser comercializada a nível doméstico.

Rio de Janeiro: calor activou sistema anti-incêndio de centro comercial

Mäyjo, 14.10.14

Rio de Janeiro: calor activou sistema anti-incêndio de centro comercial

Chegámos a 2014 e o cenário do ano anterior repete-se: metade do planeta desespera com o frio e temperaturas mínimas recorde, tempestades e chuva; a outra metade com ondas de calor que, ano após ano, vão batendo, também elas, níveis máximos anteriores.

O Brasil é um dos países em que o Verão se está a tornar mais extremo. Este ano, as elevadas temperaturas que se têm registado no país já proporcionaram uma situação, no mínimo, caricata: o sistema anti-incêndios de um centro comercial no Rio de Janeiro ligou-se automaticamente devido ao calor.

De acordo com a imprensa brasileira, os borrifos do sistema acabaram por ser bem recebidos pelos clientes do centro comercial – que procuravam abrigo do sol no Shopping Leblon, precisamente – mas não deixa de ser um alerta para as condições climáticas extremas.

Segundo os responsáveis do centro comercial, estariam cerca de 40ºC no Shopping Leblon quando o sistema anti-incêndios se auto-accionou. “Os borrifadores activaram-se automaticamente devido à temperatura que se sente na cidade”, explicou o shopping no Twitter.

Nos últimos dias, a temperatura no Rio de Janeiro chegou aos 50ºC.

 

Publicado em 09 de janeiro de 2014, in: Green Savers

Veículos eléctricos: o futuro (também) está na energia solar

Mäyjo, 13.10.14

Veículos eléctricos: o futuro (também) está na energia solar (com VÍDEO)

Depois de um investimento de €15 milhões na instalação de 1.300 postos de carregamento para veículos eléctricos, a dura verdade é que a mobilidade eléctrica ainda não convenceu os portugueses – há apenas 300 veículos eléctricos no País.

 

Esta realidade não só está a pôr em causa o cumprimento do Livro Branco dos Transportes, desenvolvido pela Comissão Europeia, como adia sucessivamente o objectivo de termos cidades mais limpas, menos barulhentas e com menor impacto negativo na saúde dos seus habitantes.

 

“A Comissão Europeia quer chegar a 2050 com cidades livres de veículos convencionais. Portugal posicionou-se muito bem, está muito aberto à tecnologia. Mas temos de fazer mais investigação e tornar os veículos mais autónomos e com preços mais competitivos”, explicou ao Economia Verde Tiago Farias, professor do Instituto Superior Técnico.

 

Segundo Tiago Farias, é necessário ainda legislar para “garantir que o que se pretende para as nossas cidades do futuro são tecnologias que não poluam”.

 

Um das grandes dificuldades que se coloca, a médio e longo prazo, não está relacionada, porém com o preço ou autonomia dos veículos eléctricos. Os investigadores já procuram soluções para uma fase em que a implementação da mobilidade eléctrica é total e que, por isso, será preciso “alimentar” milhões e milhões de automóveis.

 

Uma equipa do Instituto Superior Técnico diz que a solução está na energia solar fotovoltaica. “A energia solar é captada durante o dia e, se houver uma penetração razoável dos painéis fotovoltaicos, teremos um excesso de energia eléctrica durante as horas de luz – sobretudo entre as 12h e as 16h. A nossa tese, que está a ser trabalhada, diz que deverão ser os veículos eléctricos a absorver esta energia”, continua o professor.

Na verdade, Portugal é um dos países europeus com mais horas de sol, mas o recurso é mal aproveitado. Em termos de geração de energia solar, estamos atrás de países como Alemanha. “Precisamos de investir mais [em energia solar] e incentivar o seu uso”, concluiu o responsável.

 

Esta poderá ser a chave para uma sociedade menos poluída e cidades mais limpas, através da diminuição do parque automóvel convencional, mas, para lá chegarmos, ainda muito tem de mudar na nossa sociedade. Ao nível tecnológico mas também comportamental e de hábitos de consumo.

 

Foto:  francisco.j.gonzalez / Creative Commons